EDUCAÇÃO: Aluna de faculdade de SP recebe “bolsa” de ex-aluno da mesma instituição

08/06/2015 15:07

nathalia-morais-veiga-21-e-bolsista-integral-do-insper-1432581545499_300x420Formado em junho de 2013 em economia, o ex-bolsista Gustavo Cavichioli, 24, hoje ajuda outros estudantes que não podem pagar a mensalidade de R$ 3.500 no Insper, em São Paulo. Ele faz parte de um grupo de ex-alunos que doam para um fundo de bolsas, que também tem aporte da instituição e atende 167 estudantes de graduação.

“Eu senti uma gratidão, uma necessidade de retribuir. Alguém possibilitou que eu tivesse uma bolsa e hoje tenho um emprego bom, posso proporcionar isso para outras pessoas”, afirma Gustavo, que teve 40% de bolsa durante a graduação. Hoje ele trabalha na Linde Gases, uma multinacional alemã.

Ex-bolsista integral do Insper, Luan de Souza Barros, 22, se formou em economia no fim de 2014 e vai ser “padrinho” de algum estudante de baixa renda da instituição. “Os bolsistas vêm de uma realidade muito diferente, por isso é muito importante ter alguém que passou pela mesma situação para dar dicas de adaptação”, diz.

Ele acaba de ingressar no programa de Alumni Padrinho, em que os ex-alunos viram mentores dos bolsistas, e diz que pretende no futuro contribuir financeiramente com o fundo. “Eu entrei na faculdade e sonhava em trabalhar em um banco de investimentos. Hoje trabalho exatamente onde eu queria. E vejo a importância da bolsa”, afirma.

Bolsa e moradia
Filha de um caminhoneiro e de uma contadora, a estudante de economia Natalia Morais Veiga, 21, tem 100% da mensalidade paga pelo fundo de bolsas. “Acho que todo mundo que quer estudar e não consegue porque não tem condições financeiras precisa de uma oportunidade”, diz.

Até o ano passado, Natalia morava com os pais em Pirituba, na zona norte de São Paulo, e levava cerca de duas horas até a Vila Olímpia, na zona sul, onde fica o Insper. A solução da faculdade foi alugar alguns flats no bairro para evitar os longos deslocamentos e economizar o tempo dos bolsistas, entre eles Natalia.

“Percebemos que alguns alunos não conseguiam participar de certas atividades, porque moravam muito longe. Então, já que não temos dormitórios na universidade, uma das soluções foi acomodar alguns estudantes em flats próximos”, afirma Camila Du Plessis, gerente de relacionamento institucional do Insper.

Os bolsistas integrais precisam comprovar renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo. As bolsas parciais vão de 30% a 80% e atendem alunos com renda familiar de até 8 salários mínimos por pessoa. Depois de formado, quem teve parte da mensalidade custeada pelo fundo precisa restituir o valor gradualmente. Os bolsistas integrais são isentos desse pagamento.

Reportagem, Marcelle Souza|Do UOL, em São Paulo

Portal Gazeta Do Amazonas (Reprodução autorizada mediante citação do Portal Gazeta Do Amazonas )

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