No Amazonas, estratégias de prevenção tentam barrar crescimento de HIV/Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis

24/05/2017 12:29

Diante do crescimento do número de casos de HIV/Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, como sífilis e alguns tipos de hepatites, o Brasil passa a adotar outras estratégias para prevenção da transmissão, além do incentivo ao uso de preservativos masculinos. O assunto é tema de encontro aberto na terça-feira (23), em Manaus, reunindo 42 representantes de programas de combate às IST/Aids da capital e do interior amazonense, uma iniciativa da Coordenação Estadual de IST/AIDS e Hepatites Virais, que atua vinculada à Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD).

A utilização do preservativo feminino e a Profilaxia Pós Exposição (PEP), que consiste no uso de medicamentos antirretrovirais para reduzir o risco em situações de exposição ao vírus, bem como a Profilaxia Pré Exposição (PREP), tecnologia de prevenção que se aplica no uso oral diário de antirretroviral por pessoas não infectadas  pelo HIV, estão entre as opções e alternativas cientificamente eficazes no combate ao HIV/AIDS, que passam a ser alvo das campanhas e ações realizadas pelos governos federal, estaduais e municipais.

Outra ferramenta, consiste na Prevenção Combinada, que abrange todas as medidas em conjunto, como a testagem regular, o uso de preservativos masculino e feminino, o tratamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), as ações de redução de danos, PEP, PREP e o próprio tratamento antirretroviral.

A mudança na forma de abordar a prevenção tanto da Aids quanto de outras doenças surgiu da constatação, a partir de estudos, de que a população masculina não vem adotando o preservativo (camisinha) de maneira efetiva que possa evitar o surgimento de novos casos. “Devido a isso, foram criados outros mecanismos e ferramentas de prevenção, que são mais combativos”, explicou a coordenadora estadual de IST/AIDS e Hepatites Virais no Amazonas, Silvana Lima.

A coordenadora apresentou os mais recentes números da Aids, que mostram que o Amazonas e  Manaus estão em terceiro lugar entre os Estados e Municípios com maior índice da doença. De 1986 a agosto de 2016, foram registrados 15.149 casos no Estado, sendo 12.179 somente em Manaus, que concentra 80,39% das notificações, seguida de Parintins, com 265 casos (1,74%), Tabatinga, com 248, Itacoatiara (157) e Tefé (155).

De acordo com os dados, é preocupante o crescimento dos registros da doença entre os adolescentes e jovens entre 15 e 19 anos. Nos últimos 5 anos o número de casos foi de 2.934 no Estado, sendo 2.557 em Manaus (87,15%).

Outro público que as campanhas irão enfatizar é o de mulheres, especialmente as grávidas, para evitar a transmissão vertical, quando a doença é transmitida da mãe para o filho. “Com as mulheres, a preocupação é, primeiro, a prevenção, e, segundo, o diagnóstico precoce visando adotar medidas de profilaxia para que os bebês nasçam saudáveis”, afirma.

Portal Gazeta Do Amazonas (Reprodução autorizada mediante citação do Portal Gazeta Do Amazonas)

Fotos:Divulgação