PDT de Amazonino teme a “super abstenção” nesse 2º Turno

23/08/2017 09:20

Que a eleição suplementar no Amazonas chegou ao seu patamar mais crítico, ninguém duvida. É o que pensa o secretário geral do PDT no Amazonas, Stones Machado, partido do candidato Amazonino Mendes, mesmo diante do registro de pesquisas eleitorais mantendo o seu candidato na dianteira, nesse segundo turno.

Stones diz que não se sente confortável com a apatia e desinteresse do eleitor em relação ao processo eleitoral e o quase certo recorde de abstenções previstos para o próximo dia 27 de agosto, data em que o eleitor do Amazonas deve ir às urnas escolher o próximo governador do Estado. A previsão é que seja a maior de todos os tempos.

Nem mesmo a larga vantagem de Amazonino Mendes sobre Eduardo Braga, registrada por institutos de pesquisas no Amazonas, na reta final do segundo turno, tem tranquilizado a base do partido e o comitê de campanha de Amazonino.

No primeiro turno, mais de meio milhão de eleitores não compareceu às urnas. Para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) esse índice foi normal, dentro do previsto. Mas o temor do presidente do PDT é que esse número chegue ao patamar dos mais de 700 mil abstenções no segundo turno. O primeiro turno teve 569.501 (24,35%) eleitores que deixaram de votar.

Stones (foto) garante que o maior desafio agora é levar o eleitor às urnas, é levar o eleitor para votar. De acordo com ele, 92% dos eleitores amazonenses não acreditam nas instituições políticas e não estão interessados em votar porque estão vendo o Congresso Nacional aprovando leis absurdas, que afetam toda a população brasileira e, ao mesmo tempo, ele olha para o seu Estado e não vê segurança, saúde, educação, garantias de emprego, renda.

O desinteresse só cresce na reta final da campanha. Também tem outro agravante: “a multa para quem não votar é de apenas R$ 3,00 e pode ser paga quando quiser”, destaca Stones. Com um eleitorado bem informado por mídias eletrônicas, a tendência é que ela fique em casa e pague a multa depois.

Para reverter esse quadro, o PDT está adotando a seguinte estratégia: está agindo como se a eleição estivesse em um empate técnico (dois pontos para um lado, dois pontos para o outro). Estão no corpo-a-corpo, no voto-a-voto e envolvendo prefeitos e vereadores nas campanhas como se as eleições também fossem municipais.