Alunos do Ensino Fundamental Especial da Escola Estadual Manoel Marçal expõe obras de artes produzidas ao longo do ano

01/11/2017 15:39

MANAUS – Mais de 180 alunos dos turnos matutino e vespertino da Escola Estadual Manoel Marçal de Araújo, vb na rua Parintins, bairro Cachoeirinha, zona sul de Manaus,  tiveram, nesta terça-feira, 31, um dia de muita descontração, interatividade e diversão, com a apresentação da 6ª Mostra de Arte e Tecnologia, realizada na sede da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc), no bairro Japiim, zona sul da capital.

Com o tema “Brincando se faz arte”, os pequenos expuseram diversas telas, produzidas ao longo do ano com o auxílio dos professores, utilizando materiais recicláveis, botões, miçangas, sementes e texturas variadas, e desses materiais eles criaram diversos personagens de animais e objetos.

A Escola Estadual Manoel Marçal recebe com autismo, deficiência mental, múltiplas deficiências, paralisia cerebral, deficiência intelectual e algumas síndromes raras, e que são acompanhadas por professores capacitados e qualificados, como é o caso da professora Maria Gomes, que é apaixonada por seu trabalho. “Eu amo trabalhar com educação especial. Sou completamente apaixonada em trabalhar com esses alunos”, enfatizou a professora, que há cinco anos está na instituição de ensino.

A aluna Erica Romaina, 13, é autista e produziu uma tela com a figura da Emília (do Sítio do Pica Pau Amarelo). Orgulhoso pela obra de arte da filha, o pai dela, Elivan Soares, contou o quanto Erica evoluiu desde quando começou a estudar no Manoel Marçal. “Foi a melhor coisa que aconteceu, a escola é maravilhosa”, elogiou Elivan, ao ressaltar que Erica está desde os 5 anos na escola.

Bem comunicativa, a jovem aluna Ana Júlia Lima Vieira, 13, expôs duas telas utilizando materiais como emborrachado e tintas. De suas obras de arte surgiram um personagem do Minions e outro da Smurfette. “Todos os anos ela expõe na feira da escola”, disse a mãe dela, Rosana Lima Vieira.

A professora Marlice Machado explicou que os materiais utilizados com os alunos para a produção das obras de artes foram de fácil acesso e os alunos tiveram sempre o acompanhamento dos professores. Ela ressalta que toda a evolução das crianças em sala de aula foi possível graças ao apoio dos pais, em casa, e a aplicação de algumas técnicas na escola para o desenvolvimento da fala e motricidade.

“O acompanhamento dos pais é muito importante e percebo que eles ajudam os filhos em casa. Na escola a gente trabalha algumas técnicas de sopro e já notamos algumas diferenças. Temos alunos não-falantes que hoje pronunciam algumas palavras, porque a técnica oxigeniza o cérebro, naquela área que foi afetada”, declarou a professora, que atua há 26 anos com educação especial infantil.

A mãe do pequeno Luis Emanuel, 6, Maria Terezinha, afirmou que o filho, que tem autismo, teve uma melhora significativa quando começou a estudar na E.E. Manoel Marçal. “Ele melhorou o comportamento, antes não falava, não socializava. Hoje, é outra pessoa, pronuncia algumas palavras, aprende alguns comandos. Estou muito feliz”, comemorou a mãe.

Matrículas –  A gestora da escola, Aida Greice da Silva, declarou que neste ano, a escola montou uma estrutura pedagógica de estimulação e mudou para Ensino Fundamental Especial, aprovado pelo Conselho Estadual de Educação.

Quanto às matrículas, segundo ela, os pais que possuem filhos deficientes podem procurar a instituição, na rua Parintins, bairro Cachoeirinha, zona sul de Manaus. Os pais devem levar o laudo médico que atesta a deficiência do filho, para ver se a criança tem o perfil para a escola, pois o aluno deve ter respostas a estímulos. “Temos que fazer essa triagem porque às vezes o aluno precisa de fisioterapia, atendimento individualizado, mas o que a escola oferece é atendimento especializado. Tendo vaga a gente matricula a qualquer momento do ano”, ponderou.

Com informações: SEDUC-AM

Portal Gazeta Do Amazonas (Reprodução autorizada mediante citação do Portal Gazeta Do Amazonas ) 

Foto: Jhonny Lima/SEDUC-AM