Dia Internacional da Tireoide alerta para problemas que comprometem o metabolismo

24/05/2018 09:01

Localizada na parte dianteira do pescoço, a tireoide produz os hormônios diretamente responsáveis pelo metabolismo do corpo humano, influenciando desde os batimentos cardíacos, memória, sono e humor, até o bom ou mal funcionamento intestinal. Seus distúrbios podem interferir na atuação regular de diversos órgãos, comprometendo o bem-estar e a saúde do indivíduo como um todo.

Para alertar sobre a prevenção de distúrbios da glândula, foi instituído, em 2008, o Dia Internacional da Tireoide, celebrado anualmente em 25 de maio. “Os hormônios produzidos pela tireoide são como um combustível para todo o organismo. Afetam o funcionamento de todas as células. Porém, os sintomas de suas alterações são muito discretos, e podem se confundir com os de outras doenças; daí a importância do acompanhamento médico especializado”, orienta a endocrinologista e consultora médica do Laboratório Sabin, Dorothy Aguiar.

A especialista afirma que somente exames específicos, como a dosagem do hormônio tireoestimulante (TSH), podem determinar se há alguma alteração no funcionamento da glândula, como a maior ou menor produção de determinado hormônio tireoidiano. Ultrassonografia, punção aspirativa por agulha fina, biópsia e triagem neonatal (Teste do Pezinho) também estão na lista de exames que ajudam a detectar alguma alteração na tireoide, seja em adultos ou crianças.

As disfunções mais conhecidas em relação à tireoide são o hipotireoidismo e o hipertireoidismo, sendo o primeiro quando há níveis baixos dos hormônios da tireoide e o segundo quando existe excesso de produção. Entretanto, apenas quando a doença está muito avançada é que há sintomas mais expressivos, como cansaço, depressão, ressecamento da pele, inchaço e sonolência, no caso do hipotireoidismo; e irritação, insônia, sudorese, olhos saltados, taquicardia, perda de peso e tremores, no caso do hipertireoidismo.

Outro problema que pode afetar a tireoide são os nódulos. Segundo a especialista, 95% dos casos são benignos e não causam nenhuma disfunção hormonal. Sendo o controle feito por acompanhamento médico, de seis em seis meses, e por ultrassom da tireoide. “Às vezes, existe um nódulo na tireoide, mas o paciente não sente nada, não tem alteração a nível funcional. O importante é fazer o acompanhamento médico”, explica Dorothy.

Dorothy Aguiar destaca, ainda, que os distúrbios na tireoide são, na maioria dos casos, provocados por doenças autoimunes, hereditárias ou idiopáticas (sem causa). Além disso, os problemas podem estar relacionados à falta ou excesso de iodo na alimentação e até mesmo ao estresse, que, nos últimos anos, vem contribuindo bastante para os problemas na tireoide, afetando tanto adultos quanto crianças. O maior índice destes problemas ocorre em mulheres acima de 35 anos.

Para ajudar a preservar o bom funcionamento da tireoide, a endocrinologista recomenda a prática de atividades físicas e o consumo de alimentos saudáveis. Quanto aos tratamentos, a médica afirma que a reposição hormonal é mais recomendada para o hipotireoidismo em fase inicial. Como a tireoide afetada não produzirá mais o hormônio tiroxina, o paciente deverá usar a medicação de forma contínua. Para os casos de hipertireoidismo, a especialista diz que é mais aconselhável o uso de medicamentos, iodo radioativo ou cirurgia.

Com informações: Repercussão Comunicação & Marketing

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