“Greve geral contra as reformas trabalhista e previdenciária de Temer”, movimento justo ou adequado?

29/04/2017 20:34

Por Garcia Neto

O movimento de ontem, 28/04, denominado de “greve geral contra as reformas trabalhista e previdenciária de Temer” não passou de manifestação exclusivista de destemperados dirigentes de oito centrais sindicais: CUT, UGT, CTB, Força Sindical, CSB, NCST, Conlutas e CGTB, as quais, juntas, representam mais de 10 milhões de trabalhadores. A greve não contaminou o povo, e tampouco a classe trabalhadora, a mais prejudicada, porque teve o direito de locomoção cerceado pela militância da organização.

Policial tira pneu de barricada em chamas durante protesto na Rodovia Presidente Dutra, em São Paulo, no início da manhã desta sexta-feira (28) (Foto: Nacho Doce/Reuters)

O que se viu foram cenas de quebra-quebra, vandalismo, devastação, destruição, um espetáculo triste que não refletia em nada os objetivos da paralisação. O cenário tinha muito a ver com a tradicional marca LULA, o analfabeto que o povo sem visão política e sem o preparo para escolher seus representantes o fez presidente do Brasil. Como resultado, a crise total deixada pelo (des)governo petista de 14 anos.

Flagrante pessoas tentam invadir um shopping durante protesto contra o governo Temer no centro de Fortaleza (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

Diante da atual situação econômica de estagnação, momentos de incerteza, dores e lamentos, uma certa dose de pânico se confunde com a frieza dos números e por isso é importante termos uma visão real do que está acontecendo. Essa visão real não é a dos que comandaram a baderna de ontem, a turma do quanto pior melhor. Esquecem, sobretudo, da perspectiva dos, agora, mais de 14 milhões de desempregados.

Manifestantes  passam sob o túnel do Centro de Porto Alegre (Foto: Fábio Almeida/RBS TV)

Para que serviu berrar o dia todo o “Fora Temer”, para que serviu, tocar fogo em ônibus, para que serviu a vontade ensandecida de depredar a casa do presidente em São Paulo? Para nada. Acredito que o melhor remédio para diminuir os efeitos da crise são as reformas do Temer, para evitar justificativas de o governo culpar a crise internacional, de a oposição culpar o governo, que só favorece a mídia de culpar qualquer um, desde que dê Ibope.

Manifestantes bloqueiam uma rua perto da Universidade de São Paulo (USP), durante dia de paralisação geral em protesto contra as reformas do governo. A polícia utilizou gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes (Foto: Andre Penner/AP)

Em suma, a greve geral convocada pelas maiores centrais sindicais brasileiras só serviu para aumentar a antipatia popular que o PT acumulou em seus longos anos de desmandos e de assalto aos cofres públicos. Ninguém, em sã consciência, pode negar a importância das reformas tributária, previdenciária, trabalhista e política. Todas são imprescindíveis, desde que mantendo os direitos conquistados e cortando os privilégios.

Portal Gazeta Do Amazonas (Reprodução autorizada mediante citação do Portal Gazeta Do Amazonas )