TRE-AM despede-se da Juíza Federal, Dra. Marília Gurgel

19/05/2018 08:19

MANAUS – Durante a Sessão do Pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), na tarde de hoje, a Juíza Federal, Dra. Marília Gurgel, despediu-se da Corte Eleitoral ao participar de sua última sessão. A juíza encerra o biênio 2016/2018 na vaga de Juíza Federal titular nesta sexta-feira (18/05).

Em suas palavras de despedida, o Vice-Presidente e Corregedor, Desembargador Aristóteles Thury, disse: “Serei breve exatamente em reconhecimento. Apesar do pouquíssimo tempo que a conheço, aprendi a admirá-la por vossa competência e zelo nos julgamentos desse Tribunal. Sucesso na sua trajetória é o que desejo”.

O membro da Corte, Dr. Marco Antônio Pinto da Costa, exaltou a trajetória da juíza na Corte Eleitoral ao defini-la como uma mulher forte, íntegra e estudiosa. “A senhora ajudou esse Tribunal a se firmar e consolidar, sempre com o cuidado em preservar a riqueza cultural e histórica deixada pelos juízes. Sempre mostrou ter um conhecimento amplo sobre todas as matérias aqui discutidas, zelando sempre pela excelência nas discussões”, elogiou.

O membro jurista, Dr. Bartolomeu Ferreira de Azevedo Júnior, também se pronunciou e destacou a participação ativa da juíza na Corte Eleitoral. “A senhora tem grande capacidade e elegância para transmitir conhecimento. Atuante e sensata em suas posições. Mulher virtuosa e profissional dedicada. Firme, de forte personalidade e sabedoria única. Agradeço pelo coleguismo e apoio nesses anos. Foi uma honra tê-la como colega nessa Corte”, disse.

Por sua vez, o Dr. José Fernandes Júnior ratificou tudo que foi dito pelos demais membros, destacando: “Senhor presidente, lembrando à Corte que a Dra. Marília se afasta, mas a competência continua. Eu diria que tenho muita honra de ter participado de uma Corte que teve uma juíza tão brilhante, que traz harmonia não só por sua competência, mas com um jeito cortês de tratar os colegas. Que a senhora seja muito feliz”.

Representando a OAB/AM, o Dr. Yuri Dantas também se despediu da magistrada: “Dra. Marília passa por esta corte de forma objetiva e respeitosa. É uma magistrada jovem, mas com uma vasta experiência. Vai fazer muita falta ao nosso convívio aqui, não só na bancada e nas contribuições com relação ao seu conhecimento, ao seu esforço e sua vontade de desempenhar a função. Para mim o traço marcante é sua atenção, a capacidade de perceber um detalhe daquele processo que está sendo discutido. Com ela, o jurisdicionado é quem ganha”.

Ao final, o Presidente da Corte, Desembargador João Simões, pontuou: “Quero fazer apenas alguns registros. O primeiro deles já foi dito a respeito da serenidade de Vossa Excelência que é marcante, além do seu equilíbrio. Como julgadora, a senhora sempre trouxe em seus votos, de maneira muito firme e clara, por que julgava a favor ou contra a pretensão de quem buscou uma resposta desta Justiça Especializada.

Estamos em um momento muito difícil do nosso Judiciário. E, por essa razão, precisamos de pessoas como a senhora. Vossa Excelência se conduz nas suas decisões, nos seus atos e na sua vida pública e privada da melhor maneira possível. Quando um homem ou mulher caminham, quem chega à frente é seu passado, sua fama e Vossa Excelência já tinha e continua se portando com muita coerência. Essas são palavras muito sinceras, Dra. Marília, pois acreditamos em tudo que foi dito, já que testemunhamos isso. Portanto, com esse registro, tenho certeza que a senhora tem hoje uma função a menos, mas lhe ficou ainda a de exemplo de mulher, de esposa e exemplo de juíza. Tenho certeza que a senhora ainda vai chegar muito longe. Sucesso e parabéns!

Durante seu discurso de despedida, a juíza fez uma retrospectiva dos trabalhos realizados, os desafios enfrentados e ainda agradeceu o apoio dos servidores do seu gabinete, assessores e juízes membros da Corte:

“… tudo o que eu faço, faço com o mesmo afinco, seja o trabalho remunerado ou não. Essa é a minha filosofia de vida: fazer o melhor que eu puder fazer. Nesses últimos dois anos do meu biênio como membro da Corte, não me pautei de forma diferente. Tentei trabalhar na mesma forma com que eu sempre trabalhei ao longo da minha vida, fazendo o meu melhor. Por isso mesmo, sempre tentei trabalhar da mesma forma com minhas assessoria, não deixando processos parados, tentando dar movimento ao que precisa, observando prioridades. Assim é o meu trabalho e daqui eu saio com muita gratidão, sabe, porque sinceramente eu fui muito bem recebida, por todo mundo, desde o rapaz da limpeza, todos sempre me cumprimentam. Sempre fui muito bem tratada e aqui eu realmente me senti em casa”.

Sobre o Selo Ouro concedido pelo CNJ ao TRE-AM, destacou: “Eu acho que o alcance do ouro, e eu sinceramente estimo que vão conseguir o diamante, na próxima avaliação, foi um trabalho de formiguinha e eu gostaria de registrar que o desembargador João Simões foi o grande responsável, por isso, porque quando nos chegávamos aqui no TRE, ele já chegava com um papelzinho e dizia: “’olha esse e o processo da meta, esse aqui é o seu processo da meta, esse aqui é o seu processo da meta”, isso é interessante por conta daquilo que eu disse, como nós temos as urgências, as coisas que aparecem, que têm que ser decididas, você acaba deixando um que não tem tanta prioridade pra julgar depois, e a meta é exatamente isso, é você priorizar o atendimento dos processos antigos também pra que ele não fiquem mais tempo parados. O Desdor. João acompanhava “diuturnamente o nosso cumprimento das metas e o fazia de um jeito muito elegante. Esse estimulo que ele fez conosco foi o que impulsionou, até que nós julgássemos o último processo da meta, até sermos reconhecidos e premiados pelo CNJ com o Selo Ouro.

Com informações e imagem: TRE-AM

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