Professor do Campus Coari afirma ser preciso melhorar preparação para Enem

1 de dezembro de 2015 17:02

Professor José Renan Belém_ Connepi 2015Logo que surgiu no final da década de 90, o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) tinha como finalidade apenas avaliar o desempenho escolar e acadêmico ao fim do ensino médio dos estudantes brasileiros. No entanto, sua aplicação e realização cresceram, e, a partir de 2009, passou a ter outras finalidades, como o acesso às Instituições de Ensino Superior (IES).

Para que os alunos adquiram uma boa nota e consigam uma vaga nas IES públicas ou privadas a partir de conhecimentos adquiridos na educação básica, as escolas precisam preparar os estudantes para o exame realizado no último ano do ensino médio. Entretanto, de acordo com o professor José Renan de Souza Belém, do Instituto Federal do Amazonas – Campus Coari (IFAM-Coari), em alguns locais ainda não há a preparação contínua para a realização da prova do Enem.

Essa constatação foi apresentada na manhã desta terça-feira (1º), durante a sessão de pôsteres do X Congresso Norte Nordeste de Pesquisa e Inovação (Connepi), em Rio Branco (AC).

“O que temos é uma pseudopreparação. Na metade do ano, quando o aluno está cursando o 3º ano do ensino médio é que começam as preparações, por meio de simulados, aulas extras, o que muitas vezes não contribui para um bom desempenho no exame”, disse.

A partir da preocupação em relação à preparação de alunos do município de Coari (AM) para o Enem, Belém analisou as práticas pedagógicas de um professor de língua portuguesa, assim como os recursos didáticos empregados no ensino.

“Desenvolvemos a pesquisa em uma escola pública estadual, considerada a melhor do município, de onde recebemos muitos dos alunos que ingressam no IFAM-CCO. Lá percebemos que ainda é trabalhada uma metodologia engessada, enquanto que se faz necessário atuarmos de maneira fragmentada para estimular essa preparação”, explicou.

Segundo o professor, parte dos alunos que ingressam no Campus Coari, muitas vezes retorna para a escola estadual por não conseguir se adaptar às características do IFAM.

“Há uma grande tendência dos alunos retornarem à escola estadual, justamente porque estão acostumados a uma metodologia fechada, quadrada. Hoje, estou trabalhando no plano pedagógico do Campus Coari, para começarmos a atuar fragmentado. Será um pouco difícil, mas precisa ser iniciado”, destacou.

A preocupação do professor possui relação direta com a atuação profissional dos alunos após a conclusão do ensino médio integrado, em cursos como Informática e Rede de Computadores. “Eles estão atuando em áreas contrárias a suas formações, alguns vão trabalhar como mototaxitas”, enfatiza.

Desafio de Ideias

Na manhã desta terça-feira, alunos do 2º ano do ensino médio em Informática, do Campus Maués, estiverem presentes na sessão Desafio de Ideias, concurso de aceleração de negócios, em que os participantes desenvolvem uma ideia inovadora durante três dias de atividades.

Um dos projetos apresentados tem por objetivo produzir energia, a partir da captação dos sensores da babá eletrônica.

“Ainda estamos em fase inicial, mas pretendemos transformar energia sonora em energia elétrica”, disse Lucas Dantas.

Outro trabalho presente no concurso é ‘Aplicativo de viagens Play Boat’. De acordo com o estudante Felipe Vieira, o sistema desenvolvido tem por finalidade oferecer informações sobre horários de partidas e chegadas de barcos, reservas e compras de passagens.

“Estamos na fase de elaboração do protótipo. A ideia do app surgiu a partir de uma necessidade de membros da minha família quando foram me visitar em Maués”, explicou.

De acordo com o regulamento do concurso, as equipes selecionadas receberão mentoria de especialistas em diversas áreas de conhecimento.

Alunos de Maués durante Desafio de Ideias

Portal Gazeta Do Amazonas (Reprodução autorizada mediante citação do Portal Gazeta Do Amazonas )
Fotos:Reprodução/ IFAM