Inpa e Shell Brasil lançam Cibrad com apresentação do cantor Adriano Pantoja e banda

13 de abril de 2026 00:34Comentários desativados em Inpa e Shell Brasil lançam Cibrad com apresentação do cantor Adriano Pantoja e banda

Por Portal Gazeta do Amazonas

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) e a Shell Brasil anunciaram, nesta quinta-feira (9), o lançamento do Centro de Inovação Biotecnológica para Recuperação de Áreas Degradadas (Cibrad), em Manaus. A iniciativa representa um avanço estratégico na busca por soluções sustentáveis para a Amazônia, com investimento inicial de R$ 18,7 milhões, oriundos da cláusula de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da ANP.
Instalado na sede do Inpa, o Cibrad nasce com a proposta de integrar ciência, tecnologia e inovação, conectando governo, comunidade científica, empresas e startups. O objetivo é impulsionar o desenvolvimento de soluções baseadas na natureza, fortalecer cadeias produtivas de espécies nativas e fomentar novos negócios ligados à restauração florestal e ao mercado de carbono.
Durante a cerimônia de lançamento, o evento também foi marcado por uma apresentação cultural que emocionou o público. O cantor amazonense Adriano Pantoja e banda foram convidados especiais e interpretaram canções inesquecíveis eternizadas na voz de Zezinho Corrêa, além de toadas tradicionais dos bois-bumbás Boi Garantido e Boi Caprichoso, proporcionando um momento de valorização da cultura regional.
De acordo com o secretário da Subsecretaria para a Amazônia do MCTI, Dorival dos Santos, o Cibrad surge como um marco para a ciência brasileira. “A expectativa é que o centro se torne referência internacional em biotecnologia aplicada à restauração florestal e à economia de baixo carbono, consolidando a Amazônia como protagonista em soluções sustentáveis”, destacou.
A iniciativa reúne um consórcio de projetos com participação de instituições dos nove estados da Amazônia Legal. Entre eles, o NanoRad’s 2.0, voltado ao uso de bio e nanotecnologia para acelerar plantios florestais, e o Amazon GeneBank, que atua na conservação genética e no melhoramento de espécies nativas.
Segundo o diretor do Inpa, Henrique Pereira, o centro permitirá estruturar cadeias produtivas sustentáveis com base em espécies amazônicas. “Estamos avançando em uma silvicultura de alta performance, conectada a agendas estratégicas como o mercado de carbono”, afirmou.
As pesquisas contemplam espécies com alto potencial de restauração, como castanheira-da-Amazônia, andiroba, cumaru, mogno, copaíba e seringueira. Além disso, o Cibrad também atuará em parceria com startups, ampliando a aplicação prática das tecnologias desenvolvidas.
Com cerca de 20% de áreas desflorestadas na Amazônia — o equivalente a aproximadamente 1 milhão de quilômetros quadrados —, o centro surge como uma resposta concreta ao desafio ambiental, apostando na ciência e na inovação para promover recuperação, conservação e desenvolvimento sustentável.
A governança do Cibrad contará com Conselho Diretor e comitê técnico-científico, garantindo transparência e alinhamento com as melhores práticas de gestão e compliance.
Sobre o Inpa
Referência em estudos de biologia tropical, o Inpa acumula mais de sete décadas de atuação na Amazônia, com destaque em pesquisas sobre biodiversidade, conservação e mudanças climáticas.
Sobre a Shell Brasil
Presente no país desde 1913, a Shell Brasil atua de forma integrada nos setores de energia, incluindo petróleo e gás, soluções baseadas na natureza, pesquisa e desenvolvimento e biocombustíveis, contribuindo para uma matriz energética mais sustentável.

Portal Gazeta do Amazonas (Reprodução autorizada mediante citação do Portal Gazeta do Amazonas )

Fotos: © Kaylane Golvin/Shell Brasil/Inpa)

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