MANAUS – Cidade sobre as águas é um crime ambiental
Uma nova cidade flutuante nasce silenciosa e perigosamente nas margens do rio Tarumã, principal afluente do rio Negro, inundando com casas de todos os tipos e para todas as finalidades, a principal área de relação, para lazer e entretenimento da relação da população com a água e suas praias.
Já tendo um histórico perverso de uma cidade flutuante, até a década de 70, perto da área portuária, Manaus conhece bem as sequelas sociais e ambientais que surgem deste conglomerado de casas, sem proteção humana, sem saneamento e um poluidor direto do rio, atingindo animais aquáticos e deteriorando a qualidade de vida da população.
A denúncia, com apresentação de fotos documentais, foi apresentada pelo vereador Plinto Valério na Tribuna da Câmara Municipal, com os alertas adicionais sobre segurança pública, com as suspeitas de que, em muitas das casas improvisadas, são também esconderijos de armas e munições, usando a logística dupla para criar corredores de comercialização de drogas.
Na mesma semana da denuncia do vereador, numa operação de guerra, unindo as policiais civil, militar, federal e Marinha toda a área foi vasculhada, com apreensões de diversos ílicitos, coibindo assim, com ação na fonte, a formação de quadrilhas com base na mobilidade fluvial.
Esta semana o vereador Plínio Valério levou toda a documentação e os registros para o juiz Karin, da Vara Ambiental, repetindo o procedimento junto ao Ministério Público, que tem segmento especializado na defesa do meio ambiente, para sustar a instalação de novas casas e a extinção das já existentes, recuperando o espaço que já dá sinais de degradação e devolvendo a população um dos bens mais sagrados que são os cursos das águas limpas e sem violação.
O trabalho de Plínio Valério é uma sequencia da denuncia sobre as invasões de terras, com o nascimento de favelas, na região do Tarumã, com consequências danosas para o meio ambiente, por se tratar de áreas de conservação e, ao mesmo tempo, um atrativo para o esconderijo de quadrilhas com o resultado de suas operações criminosas, seja de assaltos na cidade, seja no comercio de drogas e armas.
“Já perdemos muitos fragmentos ambientais nas últimas décadas, com danos irreversíveis em toda a cidade. Os igarapés que cortávamos bairros e chegavam límpidas ao rio Negro hoje estão poluídas e seu curso é uma lixeira natural, por falta de orientação ambiental e uma fonte permanente de doenças graves” explicou Plínio Valério.
Com informações e imagens: Jornal Extra do Norte
Portal Gazeta Do Amazonas (Reprodução autorizada mediante citação do Portal Gazeta Do Amazonas )







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