PIM: Grandiente dá o salto de recuperação com Energia Solar

8 de julho de 2019 17:47Comentários desativados em PIM: Grandiente dá o salto de recuperação com Energia Solar

Presidente do Grupo Gradiente Ricardo Staub ladeado dos colaboradores Dr. Deusmar Viana – Diretor Residente da Gradiente, jornalista Edson Chaves, publicitárias Eny Frutuoso, Lina Castro e a advogada Larisse Frutuoso.

MANAUS – Quando, em 1967, no dia 28 de fevereiro, o presidente de plantão da era revolucionária, retirou do papel já empoeirado de uma Lei aprovada no Congresso, de autoria do deputado federal Pereira da Silva, em 1954, criando a Zona Franca de Manaus, acendeu o sinal verde de um ousado empresário que, longe de Manaus, entendeu que estava sendo aberto um vilão para quem queria trabalhar e gerar emprego e renda.

Seu nome: Eugenio Staub. Sua ideologia: produz bens e fomentar a riqueza, acima e apesar de qualquer dificuldade. Sua inspiração: uma marca que lançou no mercado e que ficou durante décadas, perdurando com a mesma admiração até hoje, como símbolo de qualidade, eficiência e desejo de consumo. A marca: Gradiente.

A marca, já com formato de empresa, atrelado ao dinamismo e obstinação de Eugenio Staub, aportou em Manaus em 1970 e começou a emitir luzes de encanto com suas peças recheadas de tecnologia, inovação e variedade, representando a magia para quem conseguia adquirir uma de suas unidades, cheias de cores nas embalagens e de eficiência no conteúdo.

A Zona Franca de Manaus chegou como um mecanismo de eficácia para a produção em escala ao mercado de consumo nacional, numa época em que traficante era um nome desconhecido e contrabandista era perseguido a ferro e fogo, diante das barreiras que impedia a compra, fora das fronteiras brasileiras, de um cigarro que fosse.

A Gradiente entendeu seu papel, buscou nas prateleiras do mercado a mão de obra mais capaz e compromissada e começou o frenesi da produção, transformando seus galpões que cresciam dia a dia, impelidos pela necessidade de ampliação de sua geografia e da logística de crescimento, contratando profissionais do chamado chão de fábrica e fomentando a mais fantástica relação com seus profissionais e com a cidade que a recebeu, dando as primeiras lições de responsabilidade social.

Mas se a fábrica de produção não parava, se o gênio do seu criador continuava vivo, o que ocorreu para que a Gradiente, como um passe de mágica perversa, parasse no tempo e no espaço, chegando a paralisar sua movimentação, estancar diante do murro de dívidas e finalmente confessando a incapacidade e pedir socorro através do instrumento da recuperação judicial, castigo que a persegue até hoje, apesar dos notáveis avanços e dos sinais de que, tal Fênix da mitologia grega, vai ressurgir das cinzas e alçar grandes voos.

Mais do que a competição internacional que chegou bramindo seu chicote de morte, a partir da abertura do mercado nacional para o comercio mundial, a chamada globalização, emitida pelo governo Collor, sem avisar os de casa para a preparação da mutação, foi a adaptação tecnológica, reluzente em todos os países e os preços mais baixos que deram o sinal inicial, que também foi o de morte para muitas empresas da Zona Franca de Manaus, antes livres para o comercio nacional e de repente obrigados a competir  com as grandes potencias internacionais.

A Gradiente sentiu a pancada, mas não jogou a toalha e começou a lenta recuperação, desde a organização financeira, a distribuição de responsabilidades, a busca de parcerias – algumas nefastas-  até chegar a 2019 com o folego em dias, negócios na prateleira, finanças aliviadas, restando apenas o acordo de recuperação judicial, que vem com o resultado de uma Assembleia Geral de Credores, onde o plano de operações com aportes de capital, será decidido.

Já era para tudo está resolvido, mas  alguns credores colocaram a decisão no Foro de São Paulo, gerando obstáculos, dificuldades e lentidão, mas um novo esforço da atual direção, comandada por outro Staub, este Ricardo, jovem, talentoso e  destemido que além de ter novos negócios em pauta, buscou o primeiro alento transformando a planta da antiga fábrica num complexo industrial, alocação espaços,  estocando recursos, para depois ser o administrador do conjunto logístico das fábricas e finalmente, voltar ao mercado produtivo.

A magia dos produtos Gradiente vão continuar com o licenciamento das marcas, tendo 7 já liberadas para produção, chegando a 13 Até o final do ano, mas a grande sacada de Ricardo Staub é a energia solar, que surge como um filão no mercado diante dos elevados custos de produção, distribuição do sistema geral, com apagões repentinos e instabilidade, na hora em que o Governo Federal resolve privatizar o setor.

Numa entrevista, disposto a mostrar a nova cara da empresa, Ricardo Staub garante que a energia solar, na geografia urbana de Manaus e nos distantes rincões do interior, onde a energia ainda é um sonho, ou demasiadamente caro, a energia solar, barata e renovável, será a grande solução.

Ele explicou que o processo se reveste dos painéis solares, colocados em áreas externas, dos inversores, que transformam a energia de 123 watts em 110ou 21º e os instaladores que fazem a distribuição para o espaço interno das residências ou empresas, ou oferece o excedente para a concessionária, gerando um crédito na conta de luz.

A Gradiente ficará apenas com a produção dos inversores, com planejamento de 8 mil ainda este ano, chegando a 100 mil nos próximos 3 anos, passando dos atuais 45 funcionários diretos ´para 150, totalizando 450 com os indiretos, retomando a prática de que o segredo do sucesso está no ser humano capaz, competente e comprometido.

Dinheiro para investir a Gradiente tem, conforme fez questão de afirmar o presidente Ricardo Staub, ao preconizar sucesso no entendimento da Assembleia dos Credores, de onde sairá o plano de investimentos e de pagamento do que resta da conta do passado. O dinheiro foi estocado com um projeto simples: assim como uma família, em dificuldades momentâneas, aluga os espaços ociosos da casa, assim a Gradiente fez, alocando seus galpões onde hoje estão 11 empresas produtivas, agora incluindo a empresa de número 12, a própria Gradiente.

Mais ainda: para arrecadar e guarda para o novo impulso, o grupo empresarial vendeu parte do patrimônio, diminuiu custos e seguiu uma linha mestra de comportamento, vencendo todas as etapas, para voltar, com a mesma forma de 1970, a operar em Manaus, exatamente em Manaus, que o patriarca Eugenio Staub escolheu para trabalhar, descartando todas as ofertas de transferência para outros Estados.

Se a Gradiente e a Zona Franca de Manaus estão unidos sem o corte do cordão umbilical, Ricardo Staub o novo nome da empresa, tem toda a razão em manter o encanto de Manaus, afinal a Zona Franca, que também recomeça depois de raios, trovões e tempestades a viver seu destino de desenvolvimento, restam ainda, de vida para os dois, 54 anos, muito, muito mais do que os 20 anos do primeiro encontro, que era o tempo marcado no Decreto 288, para provar que, além dos rios e da floresta, há no Amazonas capacidades  e habilidades capazes de superação e de levantar do chão, mesmo que já pareça aos olhos as primeiras pás de barro, jogados pelos coveiros.

Nem por acaso, o início das atividades da Gradiente agora com a energia solar, produzindo os inversores, depende, única e exclusivamente, da aprovação do projeto pela SUFRAMA, que, este ano ainda não realizou uma reunião do Conselho de Administração da Suframa, -CAS- evento marcada para o próximo  dia 12 de julho, também não por acaso, com a presença do presidente da República.

Jornalista Haroldo Furtado um dos ícones do jornalismo amazonense também prestigiou a Entrevista Coletiva realizada pela Gradiente na última quinta-feira  (4/7).  Ele em conversa com Ricardo Staub (D) parabenizou pela iniciativa de fazer a Gradiente retornar com suas atividades no PIM.

Ricardo Staub e Dr. Deusmar Viana – Diretor Residente da Gradiente no PIM ladeados com seus amigos e amigas colaboradoras.

 

Portal Gazeta do Amazonas (Reprodução autorizada mediante citação do Portal Gazeta Do Amazonas)

Fotos: Edson Chaves

 

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