SAÚDE CRÔNICA: Leitura, um ótimo remédio
Por Janary Damacena/Agência do Rádio
Desde que me lembro a minha mãe, a dona Kelli, sempre incentivou todos os três filhos a ler bastante. De tudo! De histórias em quadrinhos a livros de ficção e fantasia, passando pela leitura obrigatória da escola, claro. E ela dava o exemplo, sempre com bons livros ao alcance das mãos na mesinha do lado da cama – também pudera mãe de três anjinhos, ela só tinha tempo livre para ler durante a noite.
Eu achava que ler muito era importante apenas para adquirir conhecimento, para ficar mais inteligente e saber sobre muitos assuntos. Isso, sem dúvidas, foi fundamental para muitas decisões na minha vida. Uma delas foi me tornar jornalista. E assim eu cresci com o gosto pela leitura, mas só fui compreender realmente a importância desse hábito, muitos anos depois, quando estava na faculdade. Eu estava escrevendo um artigo a respeito de doenças mentais e me deparei com uma grande explicação da necessidade da leitura para exercitar o cérebro. É foi isso mesmo!
Sei que sempre quando falamos a respeito de saúde, a gente logo pensa no corpo, a parte física da coisa, mas esquecemos da saúde mental. Sim, nosso cérebro é uma máquina maravilhosa, mas também precisa de cuidados para continuar funcionando perfeitamente! Mas o que eu quero dizer com cuidados? Bom, nosso cérebro funciona como um músculo que precisa de exercícios diários para manter-se forte e pronto para todas as atividades que vamos desempenhar. A própria ação de pensar exige esforço, e quanto mais preparada nossa cabeça estiver, melhor.
Você sabia que muitas doenças podem ser combatidas pelo hábito da leitura? O próprio Alzhaimer, que é uma doença degenerativa que afeta primeiro a memória e, depois, todas as funções cerebrais, é uma delas.
Muitas crianças internadas em hospitais por todo o mundo têm melhora no quadro de saúde por causa da leitura. Pois é, existem muitos artigos científicos e projetos sociais que estão aí para nos mostrar os benefícios dessa prática.
Por isso, hoje eu sou aquele tio que em todo aniversário de criança, leva o um livro de presente. Mas não para ser chato, levo alguma história que eu acredite de verdade que a criança vai gostar porque nesse ponto, eu me inspiro sempre na dona Kelli, que naquela época já sabia que os benefícios da leitura precisam vir de um hábito prazeroso e não de uma obrigação.
Portal Gazeta Do Amazonas (Reprodução autorizada mediante citação do Portal Gazeta Do Amazonas)
Foto: Divulgação





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